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João Pedro Diniz Junqueira

Nasceu em 29 de junho de 1782, na Faz. Santo Inácio, no município de Lavras do Funil, e batizado em 9 de julho do mesmo ano, pelo seu tio, o Pe. Francisco Antônio Junqueira, que foi seu padrinho juntamente com a sua tia, Anna Francisca do Valle. O batismo ocorreu na capela de São José do Favacho.

O cel. João Pedro Diniz Junqueira foi o primogênito dos dez filhos de Maria Francisca da Encarnação e de Gabriel de Souza Diniz. Casou-se em 1810 com sua prima Helena Constança. João Pedro terminou a construção da sede da Faz. Traituba, por volta de 1830, para receber a visita de D. Pedro I, com quem mantinha relações de amizade e era companheiro de caçadas. Do Imperador, recebeu vários presentes (entre os quais um casal de vitelos alentejanos, que se tornou o tronco da raça vacum denominada Junqueira). Como o propósito da Casa Grande era receber a visita do Imperador do Brasil, não foram poupados gastos em sua construção. Nos seus dois pavimentos, ela contava 25 quartos e 7 salas, além de outras dependências. No entanto, a visita de D. Pedro I nunca aconteceu, possivelmente por sua abdicação em 1831.

O cel. João Pedro Diniz Junqueira foi um dos mais ricos e importantes fazendeiros daquela região. O crescimento de sua fortuna chama a atenção pela rápida acumulação de capital que representavam os escravos naquela época e pelos bens deixados em seu testamento. Em 1831, João Pedro possuía 80 escravos, já em 1839 este número crescia para 163.

João Pedro faleceu "hidrópico" em 30 junho de 1853, aos 71 anos de idade, na Faz. Traituba. Foi sepultado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Carrancas, "do arco do cruzeiro para cima".

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